Programa Paralelo | O Milagre da Sardinha
Detalhes
PREÇO
Público Geral
5,00€
Estudantes | Professores | Reformados
2,50€
Atividade sujeita a marcação prévia
comunicacao@padraodosdescobrimentos.pt
213 031 952
Partilhar nas redes sociais
Sobre o evento
Visitas Conversadas | Exposição “O Milagre da Sardinha – Memórias e Mistérios de um Ícone Nacional”

1 JUNHO | Sardinhas de Lisboa | 11h00
Com Francisco Henriques, coordenador científico da exposição.
Em Lisboa, a presença humana confunde-se com a presença da sardinha. Do período do império romano até à atualidade, a sardinha alimentou a cidade de diversas formas e o Cais da Ribeira, até ao fim do século 20, foi o centro desta relação profunda e duradoura.

29 JUNHO | O que faz uma marca? | 11h00
Com Francisco Henriques, Victor Vicente (Conservas de Portugal) e João Campos (designer e professor, autor do livro “A Marca Positiva”).
Desde o início do século XX, a “sardinha portuguesa” tornou-se uma poderosa marca nacional. Quais foram os principais símbolos, processos e pessoas que contribuíram para este fenómeno? Como é que a sardinha portuguesa se adaptou ao consumo dos diferentes países, cada um com o seu gosto e tradição? E que estratégias foram seguidas pelas empresas e o Estado para promover as exportações?
A segunda visita conversada propõe uma viagem pelo património gráfico de uma das indústrias mais ousadas de Portugal, com dois convidados especiais: Victor Vicente, designer e criador do projeto convervasdeportugal.com, que cedeu várias peças para a exposição e João Campos, designer e professor, autor do livro “A Marca Positiva”.

JULHO 13 | Nazaré, praia de pescadores | 11h00
Com Francisco Henriques, coordenador científico da exposição “O Milagre da Sardinha” e Dóris Santos, doutorada em História de Arte, Diretora do Museu Nacional do Traje e autora do livro Arte, Museus e Memória: a Imagem Marítima da Nazaré.
Antes de ser conhecida pelas ondas gigantes, a Nazaré foi um fenómeno de representação da pesca e dos pescadores em Portugal.
Para os artistas, a praia e as comunidades marítimas foram uma inspiração quase inesgotável.
A partir de fotografias de Artur Pastor e de um desenho de Almada Negreiros, que retrata a lenda de Dom Fuas Roupinho, a visita procura evocar a memória do mar da Nazaré e suscitar novas leituras críticas.

7 SETEMBRO | A sardinha desenhada | 11h00
Desde 2003, a sardinha é o símbolo das Festas de Lisboa e em 2011 foi lançado o “concurso sardinhas” que conta todos os anos com milhares de candidaturas.
Como se explica a popularidade deste fenómeno e a afirmação da sardinha como símbolo cultural da cidade? Que mensagens e imaginários encontramos nas propostas dos concorrentes?
Para responder a estas questões, vamos contar com a presença especial de Jorge Silva, designer e cocriador da “Sardinha EGEAC”, e Jaime Ferraz, ilustrador e três vezes vencedor do “concurso sardinhas”.

28 SETEMBRO | A portuguese hot-dog | 11h00 | ADIADA
Pode a sardinha ser a “delícia do rico, regalo do remediado e salvatério do pobre”? E como saberá a sardinha no pão de um cachorro quente ?
A publicidade comercial dá asas à imaginação e abre um mundo infinito de possibilidades sobre o consumo das sardinhas em Portugal.
Para conhecermos melhor esta história vamos contar com a presença especial de Pedro Gentil-Homem, designer e professor, e Eduardo Cintra Torres, professor e autor do livro “História da Publicidade em Portugal”.

5 OUTUBRO | A portuguese hot-dog | 11h00
Pode a sardinha ser a “delícia do rico, regalo do remediado e salvatério do pobre”? E como saberá a sardinha no pão de um cachorro quente ?
A publicidade comercial dá asas à imaginação e abre um mundo infinito de possibilidades sobre o consumo das sardinhas em Portugal.
Para conhecermos melhor esta história vamos contar com a presença especial de Pedro Gentil-Homem, designer e professor, e Eduardo Cintra Torres, professor e autor do livro “História da Publicidade em Portugal”.

12 OUTUBRO | Fotografar o mar | 11h00
Em 1930, o navio Albacora partia numa viagem científica para estudar as populações de sardinha, tendo alcançado as costas de Marrocos e Gibraltar. Noventa anos mais tarde, em 2020, o navio Rumo à Pesca pescava sardinha à noite com modernas tecnologias de detecção de cardumes. O que têm em comum estas duas viagens? O facto de terem sido registadas em fotografia, o que nos permite conhecê-las com outra profundidade. Na próxima visita vamos conhecer os desafios e segredos de fotografar o mar, com a presença muito especial dos fotógrafos Luís Pavão e Hélder Luís.

26 OUTUBRO | As mulheres da indústria | 11h00
Para muitas mulheres, a indústria conserveira foi o primeiro trabalho fora do espaço doméstico, com condições desafiantes, ditadas pelo abastecimento irregular de sardinha às fábricas. Em 1950, as mulheres ganhavam em média menos 43% do que os homens neste sector da indústria. Para conhecermos as memórias e percursos de vida destas mulheres, acompanhe-nos na próxima visita com a presença de Leonor Soares, do Serviço Educativo do Museu do Trabalho Michel Giacometti, em Setúbal.

9 NOVEMBRO | Mares científicos | 11h30
Ao longo do século 20, o estudo da sardinha tornou-se parte de um movimento maior, o despertar das Ciências do Mar em Portugal. Nesse período, a sardinha foi mais do que um simples recurso alimentar, tornou-se um símbolo nacional de investigação científica e modernização económica.
Entre os pioneiros destacam-se Alfredo Magalhães Ramalho e Mário Ruivo, dois investigadores que abriram caminho a novas formas de compreender o oceano.
O seu trabalho inscreveu-se em redes internacionais de cooperação científica, onde se partilhavam conhecimentos e métodos sobre a gestão sustentável dos recursos marinhos e o futuro das pescas comerciais.
Na próxima visita, mergulhe nesta história fascinante com a participação especial de Álvaro Garrido, professor da Universidade de Coimbra e um dos maiores especialistas na história económica, política e científica do mar em Portugal.

23 NOVEMBRO | Abastecer a cidade | 11h00
A história da relação da cidade com a sardinha é muito antiga e de longa duração. Desde o Império Romano, era produzido em Lisboa o garum, um molho de peixe feito à base de sardinha.
Mais tarde, no século 16, um regulamento de venda das sardinhas demonstra a sua importância para o abastecimento da cidade.
Venha conhecer estas e outras histórias na penúltima visita conversada da exposição “O Milagre da Sardinha”, com a presença de António Marques, do Centro de Arqueologia de Lisboa, e Ana Ferreira Fernandes, medievalista e autora da transcrição sobre o regulamento de venda das sardinhas.

7 dezembro | A última lata | 11h00
A história começa no dia 15 de novembro de 1855, quando Feliciano António da Rocha concorreu à Exposição Universal de Paris com latas de conservas de sardinha fabricadas em Setúbal. A inovação foi distinguida com uma menção honrosa.
Nas décadas seguintes, a “sardinha portuguesa” tornou-se um símbolo em construção, por artistas e industriais, com o objetivo de conquistar os mercados a uma escala global.
A mudança dos hábitos de consumo alterou as marcas e as narrativas associadas a este produto. Ou será que tudo aconteceu ao contrário, com as marcas a anteciparem-se à mudança de hábitos e à transformação da identidade da indústria?
Venha saborear a última lata, ou visita conversada à exposição “O Milagre da Sardinha”, com a presença de Victor Vicente, designer e autor do projeto conservasdeportugal.com, e João Campos, professor e autor do livro “A Marca Positiva”.








